Houve um tempo em que o homem acreditou que era o único ser pensante no planeta. "Penso, logo existo" era a máxima do pensamento de René Descartes. Quando eu falo HOMEM, é mesmo só o gênero masculino da nossa espécie, pois as mulheres estavam no mesmo nível dos animais, seres irracionais.
Ufa! Que alívio! Como mulher prefiro estar associada aos animais, do que a homens como aqueles, com tal brutalidade de pensamento.
Com as ideias de Darwin o seres humanos tiveram que se enxergar de outra forma. Todos os animais (inclusive humanos) estavam infalivelmente interligados pela Teoria da Evolução.
Então começamos a pensar se eles também sentiam. Por mais incrível que possa parecer, até poucos anos atrás, acreditar que animais sentiam dor, amizade uns pelos outros, fraternidade, raiva, e outros sentimentos era taxado de antropomorfismo (atribuir qualidades humanas aos animais). Entre a comunidade científica era pejorativo ser taxado dessa forma, como aconteceu com a famosa primatologista Jane Goodall, ao atribuir "sentimentos humanos" aos chimpanzés, que ela tão dedicadamente estudava.
Sentimentos humanos... como se nós fôssemos os criadores e donos de todos os sentimentos.
Hoje a senciência, que é a capacidade de sentir dor e emoções, é também atribuída aos animais, havendo inúmeros trabalhos científicos sobre o tema.
Bem, agora que o mundo científico está provando que os animais sentem dor e emoções, é importante repensarmos certos conceitos: a criação de animais para o consumo humano; o transporte desses animais para o abate; a forma de abate; o uso de animais em pesquisa; o uso de animais para o trabalho. Cada um desses temas deve ser pensado com muito carinho.
Quando sei de uma criança que é vegetariana, penso que essa é a evolução da humanidade. Mas enquanto a humanidade não evolui de "onívora" para "vegetariana" ao menos cuidemos do bem estar dos animais que serão nossa comida, enguanto estão vivos!!!
Se as pesquisas científicas acontecem com o uso de animais, e isso é permitido por lei, exijamos que os comitês de ética trabalhem de forma séria, verificando a real importância científica do uso desses animais em cada projeto de pesquisa, e que nunca, jamais, eles sofram dor, sede, fome, desconforto, enquanto servem à humanidade. Só dessa vez, vamos torcer contra a lei universal do retorno, pois eu sinceramente espero, que nossos descendentes não sejam submetidos a experimentos, como no filme "O Planeta dos Macacos".
Estamos nesse planeta com propósitos sérios, não a passeio. Vamos defender nossas ideias! Vamos defender nossos irmãos animais!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009

Hoje é dia de São Francisco, Protetor dos Animais e da Natureza. Um ecologista por natureza. O amor ao próximo pautou sua existência.
É também o dia dedicado aos animais.
Enquanto os políticos que nós elegemos se preocupam em como ficar mais ricos de dinheiro e mais pobres de alma, a nossa natureza é degradada, a Amazônia é loteada, os animais são vitimizados. Observemos e façamos o que está ao nosso alcance, mostrando aos nossos representantes legais as nossas opiniões e votando conscientemente sempre. Vamos valorizar aqueles que acreditam no princípio do respeito ao próximo, sendo esse próximo qualquer espécie do nosso planeta.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Proteção Animal na Experimentação Científica e Industrial
SOCIEDADES PROTETORAS DE ANIMAIS TEM PRAZO DE TRINTA DIAS PARA INDICAR MEMBROS DO CONCEA
O Conselho Nacional de Controle na Experimentação Animal será formado por membros de diversos setores relacionados a pesquisa científica e dois membros de sociedades protetoras, porém essas pessoas devem ter nível de doutorado e atuar em pesquisa.
Como podemos atuar na proteção dos animais evitando a experimentação animal?
Para o público em geral que não é da área acadêmica e de pesquisa científica, uma maneira importantíssima de atuar é não comprando produtos de empresas que fazem testes em animais.
O Conselho Nacional de Controle na Experimentação Animal será formado por membros de diversos setores relacionados a pesquisa científica e dois membros de sociedades protetoras, porém essas pessoas devem ter nível de doutorado e atuar em pesquisa.
Como podemos atuar na proteção dos animais evitando a experimentação animal?
Para o público em geral que não é da área acadêmica e de pesquisa científica, uma maneira importantíssima de atuar é não comprando produtos de empresas que fazem testes em animais.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Dia do Médico Veterinário 09 de Setembro
A maneira mais emocionante de ser Veterinário é interagindo com nossos irmãos animais tentando ajudá-los e aprendendo com eles a melhor maneira de fazer isso.
sábado, 5 de setembro de 2009
História de Amor - Parte 2
Paloma tinha privilégios devido ao seu estado de saúde delicado, permanecia separada dos outros cavalos e diariamente recebia cuidados veterinários. Ela tinha um grande amigo, um cavalinho, também ainda potro, cujo nome dado pelos funcionários era "Pantufa", inspirado no afeto que havia entre ele e o guarda do CCZ, cujo apelido era esse. Os dois cavalos passavam todo o tempo juntos.
Outra fase muito difícil de saúde ocorreu logo após o acidente com o mourão, pois devido à fratura teve início um grave problema de sinusite. Os cuidados eram intensos, e ela tinha muito medo de mim. Pois toda vez que eu chegava perto dela, com meu jaleco branco, ela sabia que ia ter curativo nos machucados, medicação a ser feita e muitas vezes injeção. E o medo era expresso com rebeldia, que vinha por meio de tentativas de coice, empurrões e mordidas. Eu sempre conversava muito com ela, falava o quanto era importante tratá-la para que ela se curasse, que ela devia se alimentar bem e assim começou a nascer um enorme afeto, que eu sei não era correspondido, mas isso não me incomodava, como veterinária eu sempre compreendi bem esse medo que alguns animais tem de seu "algoz". Nessa época eu não tinha outro colega trabalhando comigo, então durante a semana era tudo muito corrido, mas nos finais de semana eu ficava ansiosa por ir vê-la. Queria levar minha família comigo, e algumas vezes eles foram, mas era difícil entender todo sentimento que eu já tinha por ela, e compartilhar, pois nós vivemos situações muito difíceis juntas. Em várias ocasiões, quando circunstâncias no trabalho pareciam tão injustas, era lá em cima com os cavalos e principalmte com a Paloma, que eu conseguia me apascentar. O cavalo tem esse efeito sobre as pessoas, observá-los comendo, se relacionando, escová-los, tem um forte poder calmante. Com o convívio a Paloma passou a me conhecer melhor e sei que também passou a gostar de mim. Porém com as características inerentes a sua espécie, de ser um animal de fuga, que vê o ser humano como um predador, ao mesmo tempo que ela gostava ela desconfiava. Para todos parecia que meu amor por ela não era correspondido, pois ela era muito rebelde comigo e com todos, mas esse era o temperamento dela, ela tinha motivos para isso, e eu olhava nos olhos dela, escovava seu pelo, conversava com ela e sabia que ela agradecia por isso.
Outra fase muito difícil de saúde ocorreu logo após o acidente com o mourão, pois devido à fratura teve início um grave problema de sinusite. Os cuidados eram intensos, e ela tinha muito medo de mim. Pois toda vez que eu chegava perto dela, com meu jaleco branco, ela sabia que ia ter curativo nos machucados, medicação a ser feita e muitas vezes injeção. E o medo era expresso com rebeldia, que vinha por meio de tentativas de coice, empurrões e mordidas. Eu sempre conversava muito com ela, falava o quanto era importante tratá-la para que ela se curasse, que ela devia se alimentar bem e assim começou a nascer um enorme afeto, que eu sei não era correspondido, mas isso não me incomodava, como veterinária eu sempre compreendi bem esse medo que alguns animais tem de seu "algoz". Nessa época eu não tinha outro colega trabalhando comigo, então durante a semana era tudo muito corrido, mas nos finais de semana eu ficava ansiosa por ir vê-la. Queria levar minha família comigo, e algumas vezes eles foram, mas era difícil entender todo sentimento que eu já tinha por ela, e compartilhar, pois nós vivemos situações muito difíceis juntas. Em várias ocasiões, quando circunstâncias no trabalho pareciam tão injustas, era lá em cima com os cavalos e principalmte com a Paloma, que eu conseguia me apascentar. O cavalo tem esse efeito sobre as pessoas, observá-los comendo, se relacionando, escová-los, tem um forte poder calmante. Com o convívio a Paloma passou a me conhecer melhor e sei que também passou a gostar de mim. Porém com as características inerentes a sua espécie, de ser um animal de fuga, que vê o ser humano como um predador, ao mesmo tempo que ela gostava ela desconfiava. Para todos parecia que meu amor por ela não era correspondido, pois ela era muito rebelde comigo e com todos, mas esse era o temperamento dela, ela tinha motivos para isso, e eu olhava nos olhos dela, escovava seu pelo, conversava com ela e sabia que ela agradecia por isso.
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